Friday, February 25, 2011

PIB per capita X Reservas

Ao contrário do que as teorias sobre maldições de recursos naturais sugerem, existe uma forte correlação positiva entre o valor de reservas de petróleo e gás natural per capita e o nível da PIB per capita (vide gráfico abaixo com dados de renda per capita PPP do IMF/WEO e reservas de petróleo e gás da British Petroleum, para países com mais de 200 barris de petróleo equivalente per capita em 1990).

É interessante notar quem está acima e abaixo da linha de regressão.

7 comments:

  1. Porém restringindo a comparação a países que tem reservas de mais de 200 barris ela deixa de fora justamente a parte interessante: a diferença entre quem tem petróleo e quem não tem.

    Torturando um número, ele confessa qualquer coisa. Adicionalmente, log não é unidade.

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  2. Adicionando mais paises aa amostra nao mudaria os resultados.

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  3. Se tirar Kuwait e Qatar, deve perder a robustez.

    Ainda, qq interv de confiança mais rigoroso deve incluir a inclinacao nula.

    Parece q o gráfico não diz muita coisa!

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  4. Tirar o Qatar e o Kuwait da amostra é o equivalente lógico de se retirar homens mais altos que 2.05m em uma regressão para a probabilidade que o sujeito seja pivô quando joga basquete.

    Por outro lado, existe um argumento bem razoável para retirar-se o Iraque da amostra, afinal sabemos que seu PIB corrente reflete a destruição da infra-estrutura devido a sanções econômicas e “shock and awe”.

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  5. Na verdade, é o equivalente lógico de se verificar se a relação vale de fato para para toda a amostra ou é influenciada pela "alavancagem" promovida por pouquíssimos outliers.

    Resumindo em "uma" palavra: análise de robustez.

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  6. Eu diria que você está confundindo robustez com não-linearidade.

    Digamos que todos os pivôs da NBA são mais altos que 2.05m

    Se você rodar uma regressão do número de partidas que cada um jogou como pivô na NBA (variável do lado esquerdo) na altura, em uma amostra com todos os homens nascidos nos EUA, o coeficiente vai ser certamente positivo e altamente significativo, mas todo o poder explicativo vai estar concentrado em apenas algumas observações.

    Se retirarmos da amostra todos os sujeitos mais altos que 2.05m, algum incauto poderia concluir que não existe nenhuma correlação entre altura e propensão a ser escalado como pivô na NBA. Mas é um caso de não-linearidade. Um centímetro a mais não aumenta a minha probabilidade de arrumar um emprego no Washington Wizards como pivô. Dez centímetros também não. Mas se eu fosse 40 centímetros mais alto...

    A mesma lógica se aplica ao meu exemplo. Kuwait e Qatar, se não tivessem reservas enormes de petróleo e gás certamente não seriam mais ricos do que a Mauritânia ou qualquer outro país sem grandes reservas minerais ou terra agriculturável. Na realidade, diria até que ninguém precisa rodar uma regressão para provar que não existe maldição de recursos naturais. Basta saber que Qatar e Kuwait são os países com as maiores reservas per capita...

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  7. Seu ponto é válido e se aplica muito bem ao modelo de escolha binária (ou algum outro não linear) para pivôs na NBA.

    No caso desse post, mais simples, onde se defende uma forte correlação (dependência linear) positiva entre as variáveis, creio minimamente prudente a análise dos efeitos dos outliers.

    Observe que não falo de truncamento, como no caso de se retirarem os pivôs acima de 2.05. Isso sim seria um erro, e levaria a uma interpretação totalmente distinta.

    Imagino que sua confusão entre robustez e não linearidade está sendo influenciada pelo reduzido tamanho da amostra. (outra limitação aqui em nossa análise)

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